
Andava me sentindo estranha. Sensível demais, sonolenta demais, chorosa demais, uns enjôos recorrentes ao sentir odores específicos por aí, vertigens, enfim, tudo muito estranho.
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Não demorou muito e eu desconfiei.
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No início, foi o amor.
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Amor à primeira vista. Daqueles de tirar o sono, tremer as pernas, suar as mãos, coração bater na boca noite e dia. Era todo reviravolta, descompasso, transbordamento, desencaixe, desacerto. Na queda, o encontro. Pelo corpo, letras. Por toda a parte. Por toda a superfície lisa, macia, pelas entrâncias, dobras, rugas, pêlos, poros, sustos, unhas, saliva e gozo.
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Almas gêmeas? Não. Errantes. Estropiadas. Solitárias. Fodidas, porém, falantes. Bocas malditas, sagradas, perdidas, imortalizadas.
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E então veio o medo, a culpa, a falta de ar, os impossíveis, os ciúmes, as partidas, enfim... O fim?
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Isso me remete ao primeiro post deste blog.
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Não posso falar em fim quando uma união de amor frutifica e gera tanta vida... Estou grávida de um livro, que é o seu legado.
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Ele já tem dois parágrafos e a capa encomendada à talentosíssima designer e ilustradora Milla Scramignon, que além de ser madrinha da criança prometeu dar um show de pandeiro no seu "batizado" em Santa Teresa.
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E a você, meu amor, saiba que hoje o coração aqui está em paz. Sou muito grata a você pelo tesouro que me deu - esse sonho lindo - e, mais do que fez por mim enquanto estivemos juntos, pelo que pretendeu um dia fazer.
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4 comentários:
Já que vai ser em Santa Teresa...ok.
Depois de 7 cervejas.
Milloca querida,
Adorei!
Um VIVA ao xixi do bebê de papel!
Beijos!
Avisa sobre o lançamento. Quero dedicatória.
bj
Anônimo
Falta muito ainda, mas avisarei com prazer!
Um abraço.
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