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"Tem dias que o silêncio espeta por dentro.
E as emoções carcomidas pela falta de.
Fica um embrulho vazio na garganta, eu sei.
Uma bolha de angústia.
O corpo sem responder a qualquer resquício de otimismo.
Nenhuma palavra escorre pelos dedos,
mas a mente inquieta.
Silêncio.
Se tem dor dormida dentro,
brasa acesa não aquece.
Dormência fora, encontro de insônias.
Cansaço sem lugar pra encostar o corpo
por causa do vazio atrás e dentro.
Eu sei como é:
só se encontra amparo onde há-braços".
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[Mas se não há, faça como Bukowski: fique com a cerveja.]
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(Livro “Flores de Dentro”, Marla de Queiroz, Rio de Janeiro: Multifoco, 2008, p. 32)
Um comentário:
Caro Delfim,
Gostei muito também.
Um abraço.
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